domingo, março 14, 2010

E AGORA PROFESSOR?


Professores têm a competência de verificar habilidades, testar a compreensão de conteúdos e ajudar cada estudante a reconhecer e superar os erros. Mas e quando o equívoco vem deles próprios? Fingir que nada ocorreu não é a melhor saída. Ao contrário, a autocrítica é fundamental para melhorar a atuação profissional. O ideal é uma reflexão madura, sem culpa ou rigor excessivos. Medo ou vergonha são outros sentimentos que não cabem nessa hora.
Afinal todo mundo erra. Mesmo grandes autoridades em Educação, profissionais
respeitados que ocupam cargos centrais no governo, pesquisadores de Universidades influentes, formadores de professores e autores de livros que inspiram algumas de nossas melhores aulas.
A lista de falhas é diversa, mas a postura para avançar é a mesma: analisar o que falhou,
por que e como isso ocorreu. Muitas vezes, basta o distanciamento temporal do deslize para percebê-lo. Em outras ocasiões, são as conversas com os colegas que nos trazem o alerta e,
em muitos casos, o estudo e a leitura são importantes aliados para a reflexão.
Todos nós erramos algumas vezes, ou seja, pensamos ou agimos de um modo que um dia terá, talvez, que ser revisto. Essa revisão de idéias, pensamentos e ações exige uma visão relativista do erro, isso significa ter em mente que o que não funciona em uma determinada classe, num determinado momento, pode muitas vezes dar certo em outro contexto.

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