quarta-feira, março 24, 2010

SINCERIDADE

Qual será o valor dos bons sentimentos?
Nunca consegui manter as aparências, fingir só para agradar os outros e justamente por isso, muitas vezes peco, pois o mundo (erradamente) ensina que é preciso fingir para não desagradar, porém confesso que não consigo, me esforço, mas não consigo, apesar de às vezes ficar em situação delicada.
Não sei encenar para agradar e mesmo que não fale, minhas feições falam por mim.
Vejo situações assim e confesso que acho tão absurdo, tão triste, que fico chocada.
Onde estão os verdadeiros valores e sentimentos humanos?
Não precisamos mais ter amigos? Não precisamos ser verdadeiros e honestos com as pessoas,
como por exemplo, com os nossos colegas de trabalho?
Posso viver muitos anos que nunca me acostumarei com estes falsos sentimentos.
Tenho necessidade de gostar das pessoas, de ser verdadeira com elas, de amar, de abraçar, de sorrir,
de conversar, mesmo que seja papo furado, desde que seja com pessoas verdadeiras, que eu gosto
e que me fazem bem.
Eu converso até com o Raj (meu cãozinho) e apesar dele só latir, nós nos entendemos muito bem.
Quando estou ausente ele sofre, sente saudade, e eu também sinto muito a falta dele.
Não consigo me imaginar solitária (com um coração vazio, sem sentimentos a pessoas, animais e natureza).
E por esse motivo me choca, me entristece, perceber que a grande maioria das pessoas, por mais que convivam diarimente, não são sinceras umas com as outras, não são verdadeiras.
O que move um ser humano que sorri o tempo todo, que representa o tempo todo e que passa sempre aquilo que não é ou o que não pensa realmente das pessoas?
Bem, de artistas o mundo está cheio e infelizmente para estes os verdadeiros sentimentos e valores estão perdendo o seu lugar, e perdendo para o vazio.

O BICHO HUMANO E AS SUAS REAÇÕES

Os seres humanos são muito diferentes entre si.

Mesmo que passem por situações parecidas
cada uma tem um tipo de reação.
As barreiras ou dificuldades da vida fazem todos
estremecerem (até mesmo os mais seguros de si),
no entanto, enquanto uns enfrentam de cara a situação,
outros gritam e esperneiam.
Alguns fogem. Outros riem frente aos desafios.
Alguns ainda se prendem em si mesmos e se perdem em
um mundo de escuridão, lamentação e lágrimas.
É tão difícil de entender as reações humanas.
(Se bem que muitas vezes é dificil entender até as nossas próprias).
Quem nunca se pegou tendo uma atitude oposta a que planejava?
O que realmente me intriga são as pessoas que esbrajevam para todos os lados, agridem, são falsas e não conseguem enxergar a verdadeira origem do problema. Daí sobram patadas, ofensas e injustiças para todos os lados. Ufa!
Tenho pensando sobre isso nas últimas semanas. Sobre as reações das pessoas diante dos fatos cotidianos e me pergunto: -Será que alguém sabe o que fazer para conseguir tirar a venda dos olhos de alguém com essa atitude? Eu ainda não encontrei o melhor caminho.

terça-feira, março 23, 2010

INTELIGENTE OU IDIOTA?


Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia.
Um pobre coitado, de pouca inteligência, e que vivia de pequenos biscates e esmolas.
   Diariamente eles o chamavam ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha
entre duas moedas: uma grande de 400 e outra menor de 2.000.
Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo o chamou e perguntou se ainda não havia
percebido que a moeda maior valia menos.
- Eu sei! Respondeu o tolo. - Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra,
a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.

Pode -se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
A quarta e mais interessante é:
A percepção de que podemos estar bem,
mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós,
mas sim, quem realmente somos.
Moral da História
O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota,
diante de um idiota que banca o inteligente.
Arnaldo Jabor.

TORNE-SE UM LAGO


O COPO D'ÁGUA

O velho Mestre pediu a um jovem aprendiz que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? Perguntou o Mestre.
- Ruim! Disse o aprendiz.
O Mestre pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
E então disse: - Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou: - Qual é o gosto?
- Bom! Disse o rapaz. - Você sente gosto do sal?
Perguntou o Mestre. - Não. Respondeu o jovem.
O Mestre então sentou-se ao seu lado, pegou sua mão e disse:
- A dor na vida de alguém não muda, mas seu sabor
depende do lugar onde ela é colocada.
Quando você sentir dor, a única coisa que deve fazer
é aumentar o sentido das coisas.
Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.