quarta-feira, abril 14, 2010

SUPERANDO OS OBSTÁCULOS



Um famoso mestre sufi foi convidado para dar um curso na Califórnia.
O auditório estava repleto às 8hs. Hora marcada para começar.
Quando um dos assistentes subiu ao palco.
- “O mestre está acordando agora. Tenham paciência”.
O tempo foi passando, e as pessoas abandonando a sala.
Ao meio-dia, o assistente voltou ao palco dizendo que o mestre daria
a palestra assim que terminasse de conversar com uma bela menina
que encontrara. Grande parte da platéia saiu.
Às 16hs, o mestre surgiu aparentemente alcoolizado.
Desta vez, quase todos saíram; ficando apenas seis pessoas.
“Para vocês eu ensinarei”, disse o mestre, parando de representar o papel de bêbado.

“Quem deseja percorrer um caminho longo, tem que aprender que
a primeira lição é superar as decepções do início”.
Paulo Coelho.

Obs: Eu tento gente, juro que tento!

A MENOR CONSTITUIÇÃO DO MUNDO

Um grupo de sábios judeus reuniu-se para tentar criar a menor Constituição do mundo. Se alguém fosse capaz de definir – no espaço de tempo que um homem leva para equilibrar-se em um só pé – as leis que deviam reger o comportamento humano, este seria considerado o maior de todos os sábios.
“Deus pune os criminosos”, disse um.
Os outros argumentaram que isto não era uma lei, mas uma ameaça; a frase não foi aceita.
“Deus é amor”, comentou outro.
De novo, os sábios não aceitaram a frase, dizendo que ela não explicava direito os deveres da humanidade.
Neste momento, aproximou-se o rabino Hillel.
E, colocando-se num só pé, disse:
“não faça com seu próximo aquilo que você detestaria que fizessem com você; esta é a Lei.
Todo o resto é comentário jurídico”.
E o rabino Hillel foi considerado o maior sábio de seu tempo.
Paulo Coelho

O LIXO NOSSO DE CADA DIA

Fico assustada com a sujeira nas ruas, com o lixo. As pessoas jogam lixo dos carros, das bolsas, da boca, imaginando que lixo é coisa para gari, mas não é. Lixo é tarefa da cidadania. Quem é civilizado não joga lixo no chão. As cidades civilizadas são tão limpas como a sala de visitas de uma casa, mas estes pensam nas conseqüências dos seus atos.
Se o cabelo na pia entope o ralo, o lixo na rua entope o bueiro e bueiro entupido é rua alagada quando chove. Por isso, a civilidade é inteligente: não coloca lixo na rua. E não tem alagamento, o que não acontece na grande maioria das cidades brasileiras como exemplos: Rio de Janeiro e São Paulo. E o pior é que tudo foi previsto, foram previstos anos difíceis por causa do aquecimento do mar, foram previstos os desabamentos devido à ocupação errada de um local inadequado e agora a dor de muitos.
Pouco ou quase nada se fez para evitar a tragédia em Niterói, quase nada se fez para dar condições dignas de moradia e ensinar civilidade, proteger as pessoas, evitar as construções junto ao problema da sujeira, ao problema do lixo e ele está lá e está nas inúmeras ruas do país, mas a grande verdade é que ele precisa ser varrido das cabeças.
Uma série de reportagem é mostrada sobre o lixo e suas conseqüências e só no Rio de Janeiro descobri que (através de uma reportagem) existem 40 lixões irregulares e mais uma grande quantidade de lixões clandestinos Esses lixões matam. Não são apenas preocupações de ambientalistas, de quem quer fazer separação de lixo. É algo concreto. Se a região do Morro do Bumba não fosse um lixão, se fosse um aterro sanitário, teria uma manta protetora no solo, uma manta em cima, para proteger de contaminação e ainda assim jamais poderia ter uma construção porque um terreno onde é depositado e acumulado qualquer tipo de lixo cede com a sua decomposição e ali, como em muito lugar no país, está tudo errado. E o pior é que vários especialistas afirmam que tragédias como a que aconteceu nesse Morro podem acontecer em outros locais e que acontecerão com maior freqüência, pelo lixo e pelas mudanças climáticas, o que é inaceitável porque o Brasil pode proteger as pessoas e pode tratar melhor o lixo.
É muito triste acompanhar o sofrimento, tanto da população atingida pelo lixo e pelas chuvas em Niterói quanto em outros lugares e concluir que enquanto alguns (poucos) “apenas” caem do seu pedestal (políticos) muitos outros morrem (seres humanos pobres) caindo pelo abandono a própria sorte.