Marcelo, marido de uma produtora de televisão chamada Miriam Leme, estava perdido em Los Angeles, Califórnia. Durante horas vagou sem rumo, e já tarde da noite terminou entrando numa área perigosa.
Percebendo o ambiente a sua volta, ficou nervoso e resolveu tocar a campainha de uma casa com luz acesa.
Um homem de pijama atendeu. Marcelo explicou a situação, e pediu que chamasse um táxi. Ao invés de fazer isto, o homem vestiu-se, tirou o carro da garagem, e foi levá-lo até o hotel.
No caminho, explicou: “há cinco anos, estive no Brasil. Certa noite, me perdi em São Paulo. Eu não falava uma palavra de português, mas um rapaz brasileiro terminou por entender o que eu queria, e me levou até o hotel. Hoje, Deus me permitiu saldar esta dívida”.
Paulo Coelho
ACONTECEU COMIGO
Há alguns dias vivi uma situação semelhante.
Ao locar um veículo, entrar na avenida e pegar uma rotatória muito movimentada, ele simplesmente
apagou e nada, absolutamente nada funcionava. As buzinas eram diversas, a curiosidade nos
olhares imensa, e para complicar o celular não funcionava.
(A intenção era ligar para o responsável pelo veículo e pedir socorro).
Sem saber o que fazer, no meio do trânsito e depois de tentar tudo (gasolina, parte elétrica, tudo),
pedi: Meu "Deus" mande uma saída e ela chegou.
Um senhor, muito educado, encostou sua caminhonete e prestativo sugeriu rebocar o veiculo até o posto de combustível mais próximo e lá ver o que poderia ser feito e tomou a iniciativa, parou um outro veiculo,
pediu uma corda e juntos conduzimos o carro ao posto.
Após, o celular funcionou (parecia brincadeira), consegui falar com o dono que veio imediatamente e resolveu o problema (bateria).
Ao agradecer o senhor pela ajuda, ele simplesmente respondeu:
Não se preocupe, apenas ajude alguém quando perceber a necessidade. "Apenas ajude ao próximo".
“Deus nos concede diariamente oportunidades de servir e é assim que plantamos e colhemos.
Tenho certeza que naquele momento eu colhi e aquele senhor plantou.
Muitos passaram por ali, olharam curiosos, porém apenas um, distinto e educado,
parou e se mostrou solidário.
Se o amor ao próximo fosse constante, poucos teriam necessidades".