O máximo que conseguimos fazer, com esforço, é manter a boca fechada.
Sentimos necessidade de transformar as pessoas porque conscientes ou não, queremos torná-los espelho daquilo que somos, assegurando assim que alguém está por perto, segurando nossa mão, com os mesmos gestos, anseios, opções...
Sem querer admitir que todos temos alguma coisa também para ser modificada, eliminada...
Ser coerente é não querer fazer aos outros, não querer transformar aos outros, quando não conseguimos transformar a nós mesmos.
Somos tentados a julgar de acordo com nossos próprios valores e experiências, esquecendo que assim como nós, os outros também têm sua história e seus motivos para fazerem algo ou para serem como são.
Escrito em 10/97.

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